fbpx

Blog Nutrição e Saúde

Teoria da Colher: O mundo pelos olhos de um “Spoonie”

Você conhece um “Spoonie”? A Teoria da Colher é uma forma simples de explicar como alguém com uma doença ou uma dor crônica tem energia para realizar suas atividades e um “Spoonie” é uma pessoa que convive com isso em seu dia a dia. É com essa tomada de decisões que uma pessoa com uma doença crônica consegue levar sua rotina, dentro de suas limitações.

Quer entender melhor sobre a Teoria da Colher? Vem comigo!

A Teoria da Colher nasceu de uma conversa em um jantar, no qual a idealizadora Christine Miserandino explicava para sua melhor amiga como é conviver com lúpus, uma doença autoimune que pode afetar diversos órgãos e tecidos. Lupus é uma doença crônica, logo a Cristhine lida com ela todos os dias. Além das descrições das dores, medicamentos, consultas médicas, Cristhine se apropriou de algumas colheres do restaurante afim de explicar seu gasto de energia ao longo do dia.

Cada colher, nesta teoria, é um ponto de energia. Pessoas saudáveis, principalmente as mais jovens, possuem um estoque de energia ilimitado para seus afazeres. Logo, ações como se levantar, tomar banho e preparar seu café da manhã são ações tão automáticas que sequer são contabilizadas pela mente como uma tarefa em si. É comum uma pessoa saudável, por conta de seu estoque quase inesgotável de colheres, pense na primeira tarefa do dia como “ir trabalhar” ou “limpar a casa” ou ainda “ir para a aula”.

Para um “Spoonie” (pessoa com doença ou dor crônica), a quantidade de colheres é limitada. Logo cada uma das atividades realizadas no dia pode significar uma colher de energia, e, em alguns casos, o ato de levantar da cama ou lavar o cabelo pode por si só significar uma colher. Quanto vale uma colher de energia? É variável de acordo com como a pessoa se sente e com os sintomas que ela lida ao longo do seu dia a dia.

Assim, uma pessoa que tem uma doença ou uma dor crônica escolhe suas prioridades de acordo com a quantidade de colheres que tem a sua disposição, pois ela sabe que, se gastar todas as suas colheres pode não conseguir fazer tudo o que deseja. Claro, é possível emprestar colheres do dia seguinte, contudo, esta redução de energia para o dia seguinte pode ser ainda mais difícil de lidar. Sendo assim, os ““Spoonies” calculam com cuidado sua rotina, sendo que o agora é pensado em função do que virá a seguir, para que tudo possa ser feito de maneira adequada.

“Mas você nem parece doente”.

Uma coisa comum de se ouvir é o famoso “nossa, mas você nem parece doente.”, as vezes como uma tentativa de elogio, as vezes como forma de cobrar algo a mais. Fato é que, é organizando suas colheres de energia com sabedoria que os ““Spoonies” conseguem fazer tudo o que precisam ou gostam. Desta forma, aos olhos de quem não convive com uma doença ou dor crônica pode parecer que a doença não está presente, contudo, existe no dia a dia e na rotina destas pessoas diversas pequenas decisões que o permitem esta liberdade.

Por outro lado, o “Spoonie”, ao tomar decisões, sempre contará em ter uma colher extra de energia. Afinal, existem crises de dor que pioram, doenças que entram e saem de seu estado de remissão ou doenças e viroses comuns, que por si só roubam ainda mais colheres de energia. Logo, se no dia anterior ele tiver gastado todas as suas colheres de energia, esta crise ou estes sintomas podem ser ainda mais difíceis de lidar.

O fator psicológico

A Teoria da Colher se aplica a diversas doenças crônicas, e se torna mais fácil de entender ao pensarmos em doenças físicas. Tomando o Lúpus da autora da teoria como exemplo, ele terá períodos de remissão no qual a Teoria da Colher segue ativa na tomada de decisões, e ele terá períodos de crise, onde poucas colheres ou nenhuma colher estará disponível para as atividades.

Contudo, pessoas com doenças como depressão tem se identificado com a Teoria da Colher, cada qual com a sua peculiaridade. Uma pessoa com depressão, mesmo em seus períodos de controle também possui uma quantidade limitada de colheres para utilizar em seu dia a dia, e gatilhos traumáticos ou níveis elevados de estresse podem roubar mais colheres do que períodos mais tranquilos.

Nutrição e a Teoria da Colher

É impossível não ligar a nutrição à Teoria da Colher, uma vez que, grande parte do papel da alimentação é dar energia para as atividades. Sendo assim, é possível perceber que, em diversos casos, manter uma alimentação regulada é importante para ter certeza de que todas as colheres possíveis estarão disponíveis no dia a dia.

Entender a Teoria da Colher é entender a vida de pessoas que convivem com uma doença crônica é o princípio da empatia, e assim conseguimos visualizar com clareza o real significado de perseverança e resiliência.

Você gostou desse conteúdo? Achamos que você também vai gostar desta leitura:

Siga-nos em nossas redes sociais!

Instagram

Facebook

Linkedin

Youtube

 

POSTS RELACIONADOS