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Doença de Crohn e alimentação: Mantendo a qualidade de vida

A Doença de Crohn é a mais comum das doenças inflamatórias intestinais. A relação entre a Doença de Crohn e alimentação é necessária tanto para o manejo dos sintomas durante as crises, quanto na manutenção dos momentos de remissão. Uma vez que esta união é tão importante, a manutenção de hábitos alimentares adequados é muito importante para manter a qualidade de vida.

Vamos aprender sobre Doença de Crohn e alimentação? Vem comigo!

Doenças Inflamatórias Intestinais (DII)

Antes de falarmos sobre a Doença de Crohn em si, precisamos falar sobre a categoria à qual ela pertence: as Doenças Inflamatórias Intestinais. Estas são caracterizadas por inflamações que ocorrem em diferentes intensidades e locais ao longo de todo o trato gastrointestinal.

O equilíbrio intestinal é baseado na boa manutenção das bactérias que nele estão inseridos. Estudos comprovam que somente no cólon existem de 400 a 500 espécies diferentes de bactérias coexistindo e com papel importante no bom funcionamento intestinal. Estes microrganismos formam o que chamamos de microbiota intestinal.

Evidências indicam que a inflamação intestinal destas doenças está ligada à uma resposta imunológica atípica contra estas bactérias. Esta resposta está relacionada à predisposição genética ou fatores ambientais. Existem dois tipos Doença Inflamatória Intestinal: Colite Ulcerativa e a Doença de Crohn.

 Doença de Crohn

A Doença de Crohn é uma inflamação transmural, ou seja, que atravessa o tecido intestinal como um todo. Ela pode acometer qualquer parte do sistema gastrointestinal, mas é mais comum no cólon e íleo distal. Apesar de existirem teorias relacionadas ao crescimento do número de casos nos últimos anos, como a predisposição genética e mudanças alimentares, que justificariam este aumento, a Doença de Crohn ainda é considerada de causa desconhecida.

Enquanto as doenças inflamatórias intestinais são estudadas desde o século 18, apenas em 1932 a Doença de Crohn foi descrita pelo médico Burrill B. Crohn nos Estados Unidos. Em períodos de crise a Doença de Crohn causa diarreia frequente, dor abdominal, perda de apetite, fadiga, sangramento retal e perda de peso.

Outras complicações que podem ocorrer nos períodos de crise da doença de Crohn são estenoses, fístulas e granulomas. Além destes, a doença de Crohn pode manifestar sintomas extraintestinais nos olhos, fígado, rins, pele e vasos sanguíneos. Uma característica desta doença é seu caráter cíclico, pois ela possui períodos de crise com os sintomas ativos e períodos de remissão, nos quais a doença se torna assintomática.

Para pessoas com doença de Crohn a alimentação, bem como a manutenção de hábitos saudáveis estão diretamente ligadas à controle dos sintomas em momentos de crise, e à qualidade de vida durante os períodos de remissão.

 

Doença de Crohn: Alimentação

Existem alguns fatores nutricionais que são diretamente afetados pela Doença de Crohn como a má absorção de nutrientes causada pelas crises inflamatórias. Outra questão comum é a redução da densidade mineral óssea que pode ocorrer devido à redução da absorção de cálcio e deficiência de vitamina D. Por outro lado, tecidos cicatriciais e estreitamento das paredes intestinais causados pela estenose podem alterar o processo de digestão como um todo.

Durante as crises, devido a sintomas como diarreia, náuseas e vômitos e perda de apetite, a redução da ingestão alimentar também pode ocorrer. Consequentemente, a redução de peso e deficiência de micro e macronutrientes levam a uma piora do estado nutricional geral deste paciente.

Considerando que estes fatores da Doença de Crohn são relativos ao tempo de doença, bem como com cada indivíduo, a alimentação deve estar alinhada à busca da redução destes sintomas. Portanto, é possível perceber que não existe uma única dieta que seja a mais adequada para pessoas com Doença de Crohn, existe uma adequação dos hábitos alimentares que irão variar de acordo com os sintomas, períodos de crise ou de remissão.

Doença de Crohn: alimentação durante períodos de crise

  • Para os períodos ativos e fases onde os sintomas da Doença de Crohn são mais agudos, é importante tentar manter o bom estado nutricional.
  • Alimentos ricos em fibras insolúveis, gorduras e laticínios podem piorar quadros de sintomas gastrointestinais e devem ser evitados.
  • Alimentos ricos em FODMAP, compostos por carboidratos fermentáveis, podem causar formação de gases e piorar o desregulamento intestinal.
  • Ademais, bebidas gaseificadas e cafeína também podem causar piora aos sintomas.
  • Por outro lado, fibras solúveis, proteínas, TCM, carboidratos, frutas e legumes cozidos são indicados.
  • Para períodos de crise também é importante mapear quais alimentos são melhor tolerados, adequando a dieta à resposta do organismo.

Doença de Crohn: Alimentação durante períodos de remissão

  • Para estes momentos é importante ter cautela ao reincluir fibras insolúveis na alimentação. Estas devem ser inseridas aos poucos na dieta, sempre com acompanhamento nutricional.
  • A recuperação do bom estado nutricional é importante neste momento, portanto, o uso de suplementação pode ser uma opção nestes casos.
  • Alimentos que causam irritação intestinal e pouco tolerados devem seguir evitados, afim de prevenir o desencadeamento de uma nova crise.

Doença de Crohn: Alimentação enteral é indicada?

A terapia alimentação enteral para Doença de Crohn vai além da recuperação do bom estado nutricional. Estudos indicam que ela acelera o processo de redução de crise, diminue a inflamação, melhora a absorção de medicamentos corticosteroides.

A terapia de nutrição enteral também melhora a permeabilidade da mucosa intestinal, o que consequentemente também melhora o bom estado nutricional. Ou seja, a nutrição enteral auxilia na aceleração do processo de remissão da doença. Assim como nas dietas orais a análise do uso desta terapia varia em cada caso, bem como a necessidade da terapia de nutrição parenteral.

Pesquisas indicam que a sensação de qualidade de vida para pessoas com Doença de Crohn está diretamente relacionada ao período de remissão da doença. Logo, uma boa alimentação acompanha a sensação de bem-estar e é essencial para prolongar este momento assintomático.

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