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Síndrome da Anorexia-Caquexia: Por que pessoas em tratamento oncológico perdem peso?

Uma das situações que mais preocupam cuidadores e pessoas com câncer é a perda de peso. Em função de alguns efeitos colaterais severos do tratamento oncológico, é comum acreditar que essa perda venha da falta de apetite, alterações no paladar ou ainda os efeitos gastrintestinais destes mesmos. Mas por que isso acontece? Qual o papel nutricional nesses casos? Dá para evitar? Nós conversamos com a nutricionista oncológica Andreia Rissati, para entender melhor sobre esse tema.

A perda de massa muscular acontece só por causa do tratamento?

De acordo com Rissati, a própria fisiopatologia do câncer, ou seja, a maneira como a mutação do DNA da célula ocorre para se tornar cancerígena, é causadora da perda de massa muscular. “A síndrome da anorexia-caquexia (SAC) é uma complicação frequente no paciente portador de uma neoplasia maligna em estado avançado.”

Por outro lado, o tratamento também causa uma preocupação nutricional. Rissati comenta que “esses tratamentos agressivos podem perdurar por vários ciclos   estando, portanto, mais expostos aos seus riscos de infecções, toxicidades ou falências orgânicas e complicações metabólicas que são os efeitos colaterais” Ou seja, tal é a agressividade do tratamento, que o paciente fica predisposto a infecções. Como consequência, a perda de massa magra causa piora da resposta aos tratamentos, e isso pode ser visto como um efeito dominó.

Os casos de pacientes com obesidade são ainda mais complexos. É um lugar comum acreditar que a perda de peso de pessoas obesas está ligada à melhora da saúde, porém em casos de pessoas com câncer ou em tratamento, esta redução pode estar ligada à perda de massa magra e não à gordura corporal. “Pacientes oncológicos obesos podem ser classificados de forma errônea como melhora do estado nutricional, quando na verdade estão com ascite, edema ou progressão da doença com aumento do volume tumoral”. Ou seja, a perda de massa muscular em pacientes oncológicos não está somente ligada ao que é visível aos olhos, mas ao estado daquele organismo como um todo.

Cada caso é um caso

É por pensar nestes traços individualistas que a presença de um profissional da nutrição é de primeira necessidade para pacientes oncológicos. De acordo com Rissati “O maior desafio para nós nutricionistas é equilibrar a dieta no aconselhamento dietético desse paciente, aumentando a massa magra e reduzindo essa perda de funcionalidade”.

A resposta para reduzir ou evitar esses danos, é tratada diferentemente em cada fase do tratamento, ou seja, a relação nutricional é relativizada de acordo com cada indivíduo. “Existem alimentos fundamentais ao funcionamento do nosso organismo. A nutricionista especializada irá direcionar o manejo nutricional com a melhor resposta metabólica ao estresse oxidativo celular”.

Suplementação para quê?

O uso da suplementação é indicado para dar mais tranquilidade ao paciente ou ao seu cuidador, além de potencializar a prevenção e reversão da perda de massa muscular.

“Quando o paciente não atinge suas necessidades energéticas e proteicas através da alimentação natural, esse paciente beneficiará de estratégias nutricionais para o manejo de sintomas como a oferta de suplementos nutricionais e adequação de uso os quais melhoram a tolerância ao tratamento e auxiliam a recuperação da massa muscular.”

Os estudos sobre elementos nutricionais que auxiliam tanto no aumento da massa muscular, quanto na prevenção da perda da mesma estão em constante evolução. Em nossa conversa, Rissati comentou que “alguns nutrientes têm sido alvo de estudos na oncologia, a Leucina tem muitos estudos comprovando as melhoras significativas na redução da perda de massa muscula e diminuição no índice de caquexia.” O Immax da Prodiet é a suplementação pensada para o paciente oncológico. Ele é hiper proteico e contém L-leucina, o que ajuda na manutenção da massa muscular. Ele pode ser incluído em alimentos e bebidas, pois não modifica os sabores.

É necessário colocar em evidência estas necessidades tão específicas dos pacientes oncológicos, que vão para além do que é visível na superfície. Não se trata do paciente ser obeso ou magro, se trata da caquexia, condição que afeta tanto a qualidade de vida quanto a possibilidade de sucesso do tratamento. Assim, é possível visualizar com mais clareza a importância do papel do nutricionista nestes casos, bem como da evolução científica desta área.

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