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Falta de apetite infantil: “Meu filho não come, e agora?”

Neste Dia Mundial da Alimentação vamos falar de um assunto que é campeão de queixas nos consultórios pediátricos: a falta de apetite infantil. É tão comum que já apareceu em uma infinidade de livros de profissionais da nutrição que não poupam criatividade na hora de contornar a questão.

Afinal, não é uma tarefa fácil e alguns pais perdem até o sono tentando encontrar uma solução. Mas você sabe quando a falta de apetite pode significar algo mais sério?

Existem alguns motivos mais comuns para a falta de apetite infantil como algumas fases de crescimento e doenças esporádicas como resfriados e gastroenterites.

A Prodiet conversou com a nutricionista Elisa de Espíndola sobre o assunto e ela explicou que passados quinze ou vinte dias, existem alguns sinais que podem significar algo mais sério: “O desinteresse total da criança por alimentos, o desinteresse ao ver o adulto comendo, o desinteresse até mesmo em ver aquele alimento que ela gosta e a exclusão total de um grupo alimentar. A gente precisa sempre estar atento a estes eixos, a estes sinais de alerta.”

A nutricionista explica que existem muitas causas que podem levar a isso, e as motivações são normalmente individuais. Por exemplo, alergias alimentares, ambientes desestimulantes e o mais comum que é a adaptação a determinadas texturas. Neste caso, uma saída para melhorar a qualidade da alimentação é mapear quais texturas são mais agradáveis ao paladar e buscar opções parecidas.

Existem outras vertentes das fases da infância que podem afetar a maneira como a criança se alimenta. Uma delas, também muito comum, são os chamados “Picky Eaters” ou a alimentação seletiva. Isso é, quando a criança exclui um grupo de alimentos ou escolhe apenas um grupo para se alimentar em todas as refeições. A maior preocupação nesses casos, são as deficiências nutricionais que este comportamento pode causar.

Manter o ambiente lúdico pode ser a solução em diversos casos. “A alimentação é algo que faz parte do desenvolvimento da criança. Quando a gente vai ensinar a criança a ler, a escrever, tudo é bonito, tudo é divertido. Mas quando ela come, não, quando ela come, senta na cadeira, raspa o prato e vai embora”. Este pensamento vai de encontro a todos os outros estímulos saudáveis da infância. “Trazer pratos coloridos, trazer adesivos para o momento da mesa, deixar o clima mais leve faz bastante diferença.” Comenta a nutricionista.

Outra motivação pode ser a fase de questionamento de autoridade da criança, mais conhecida como a fase do “não”. De acordo com Espíndola “A criança aprende a força do não”, o que afeta a maneira como os pais ou educadores reagem. Neste mesmo período, a criança tem dificuldade em entender horários, por isso é muito importante criar uma rotina de refeições, de forma que ela consiga aprender o que pode e o que não pode em cada momento do dia.

Espíndola também explicou sobre alguns mitos da boa alimentação infantil como: “Deixar sem comer, quando sentir fome ele vai comer” ou o “sucesso da alimentação é comer tudo, raspar o prato”. Quem decide o quanto vai comer é a própria criança, a decisão dos pais está em o que ela vai comer e em que horário. Em alguns casos, quando há a alimentação seletiva extrema, os nutricionistas também podem sugerir suplementação, suprindo as carências.

A alimentação enteral, via sonda, por outro lado, é indicada em casos mais complexos, como problemas de saúde e precisa ser proposta em equipe com o nutricionista e o pediatra. Sobre este assunto, Espíndola explica que “a determinação para crianças é comer menos de 60% do valor energético total, associado com outras queixas patológicas.”

A suplementação alimentar, a partir da idade adequada e com acompanhamento do profissional de saúde pode ser essencial para o desenvolvimento de uma infância mais forte.

Quando a suplementação é necessária, o Trophic Infant é ideal para crianças com risco nutricional ou desnutridas, hospitalizadas ou em cuidado domiciliar, que precisam de nutrição enteral prolongada e visa exclusivamente suas necessidades nutricionais, com tudo que o pequeno precisa para crescer saudável e feliz.

A preocupação sobre a maneira como as crianças se alimentam é uma constante na vida de pais, educadores e adultos que compõem este círculo de cuidados. Algumas fases podem ser mais desafiadoras do que outras, portanto sempre conte com o profissional nutricionista para contornar e desmitificar estas situações.

 

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