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Alimentação infantil: quando é hora de procurar um nutricionista

A infância é um momento decisivo na construção dos hábitos alimentares, com consequências que se desdobram por toda a vida. Entretanto, dados sobre a alimentação das crianças de todo o mundo apontam a nova face da má nutrição – que deixa de ser unicamente composta pela desnutrição e passa a contar com o crescente número de crianças e adolescentes afetados por sobrepeso ou obesidade.

Por isso, cada vez mais as famílias devem estar atentas à alimentação das crianças, evitando o acesso a alimentos ultraprocessados, como biscoito recheado e suco de caixinha, e não deixando a consulta com o nutricionista só para quando já houver um problema para resolver: nutrição também é prevenção.

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É isso que a nutricionista e doutora em Saúde da Criança e do Adolescente, Mônica Assunção, conta. “Recomendo que a primeira consulta aconteça no início da introdução alimentar, para que se possa trabalhar a prevenção de doenças por meio do cuidado com a alimentação. Então a orientação é que os pais levem os filhos por volta de cinco meses ao nutricionista”, orienta.

Alimentação infantil: quando é hora de procurar um nutricionista

Mas os cuidados com a alimentação dos pequenos devem começar bem antes, ainda na gestação. “É importante que a mãe se alimente bem nesse período, já que constitui um momento de intenso crescimento e desenvolvimento celular”, reforça a especialista, contando que crianças que se alimentam bem até os cinco anos costumam ter maior controle de peso e evitar a carência de micronutrientes.

Confira a entrevista completa:

  • Você poderia se apresentar, contando um pouco da sua formação, experiência profissional e com Nutrição Infantil?

Bom, me chamo Mônica Assunção. Sou nutricionista formada pela Universidade Federal de Alagoas, tenho doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco e trabalho com Nutrição materno-infantil desde 2009, tanto a nível ambulatorial quanto na área de pesquisa.

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  • Uma boa alimentação é importante em todas as etapas da vida, mas se destaca na infância, por quê?

No tocante à importância da alimentação nas diferentes fases da vida, mas principalmente na infância, eu costumo dizer que a alimentação para a criança tem impacto desde a gestação. Por isso, é importante que a mãe se alimente bem nesse período, já que constitui um momento de intenso crescimento e desenvolvimento celular.

Normalmente uma mãe que se alimenta bem durante a gestação também promove a continuidade desse cuidado após o nascimento – seja com o aleitamento ou com a introdução alimentar.

Então a gente sabe que quando uma criança se alimenta bem, principalmente nos dois primeiros anos de vida – que é um dos períodos de maior plasticidade, e mantém essa prática pelo menos até os 5 anos, ela vai ter maior controle de peso e evitar a carência de micronutrientes, o costumamos chamar de fome oculta. A partir disso, essa criança terá uma maior qualidade de vida no futuro por ter sido preparada na infância.

  • Quais são os principais indicadores e pontos de atenção que os pais devem monitorar para garantir que seus filhos estão aproveitando o melhor da alimentação?

De forma geral, os pais devem garantir que seus filhos tenham uma alimentação diversificada e que inclua, de forma equilibrada, todos os grupos alimentares. Assim, os pais devem ofertar diariamente frutas (pelo menos 2 porções por dia), legumes, grãos, alimentos integrais, carne, peixe, frango, ovo, raízes, arroz, macarrão, leite e derivados lácteos, mas evitando que a alimentação seja baseada nesses últimos.

  • Quando é hora de procurar um profissional especializado em nutrição infantil?

Recomendo que a primeira consulta aconteça no início da introdução alimentar, para que se possa trabalhar a prevenção de doenças por meio do cuidado com a alimentação. Então a orientação é que os pais levem os filhos por volta de cinco meses ao nutricionista, para que recebam todas as orientações sobre como proceder com a alimentação complementar.

Quando a criança já desenvolveu alguma doença, como obesidade, dislipidemia ou anemia, essa obrigação fica ainda mais urgente. Mas de forma geral o ideal é que se leve o quanto antes para que essa criança aprenda a ter uma alimentação correta desde cedo.

  • O relatório Situação Mundial da Infância 2019: Crianças, alimentação e nutrição aponta que, pelo menos, uma em cada três crianças com menos de 5 anos – cerca de 250 milhões – está desnutrida ou com sobrepeso. O relatório destaca ainda que muitas crianças e adolescentes estão comendo muito pouca comida saudável e muita comida pouco saudável. Como essa realidade tem estado presente nos consultórios? E como mudá-la?

As informações do relatório são importantes e alinhadas ao que vivenciamos no dia a dia – crianças com sobrepeso, obesidade e algum grau de anemia e de deficiência vitamínica que de uma hora pra outra são obrigadas a cessar tudo o que vinham comendo.

Essa migração de alimentos pouco saudáveis, como ultraprocessados, suco de caixinha, biscoito recheado, refrigerante e macarrão instantâneo, para uma alimentação mais equilibrada costuma ser difícil, porque a criança não foi preparada para isso. Com a dificuldade de aceitação, a gente começa a ter os conflitos familiares.

Assim, o importante é evitar que a criança tenha acesso a esses tipos de alimento, para trabalhar a prevenção.

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