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Conheça os 11 passos da BRASPEN para combater a desnutrição

Os pacientes chegam aos hospitais e começam a ser tratados da doença principal, mas, infelizmente, a preocupação com o estado nutricional muito raramente faz parte do diagnóstico. Mesmo com todo o desenvolvimento técnico-científico e com investimentos em estudos e diagnósticos, a desnutrição continua sendo uma das doenças mais frequentes nos hospitais.

É o que aponta a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (BRASPEN). De acordo com a entidade, no Brasil, a taxa de desnutrição em adultos hospitalizados pode chegar a 50%. Para conscientizar profissionais de saúde e os envolvidos na assistência ao paciente, a BRASPEN lançou o Junho Verde, campanha para o combate à desnutrição.

O objetivo da campanha é reduzir as taxas de desnutrição por meio de uma série de ações que incluem triagem, diagnóstico, manejo e tratamento. “A desnutrição é uma doença prevalente dentro do ambiente hospitalar e, ao mesmo tempo, a condição menos diagnosticada e tratada”, aponta a BRASPEN.

Para facilitar a maneira de difundir este conhecimento, a BRASPEN desenvolveu um método com a palavra “DESNUTRIÇÃO”, abordando cada letra inicial de forma simples, desde o conceito até o tratamento da desnutrição. Assim, o método garante uma integração interdisciplinar, além de averiguar os principais aspectos do cuidado geral do paciente desnutrido. Veja a seguir os 11 passos importantes para combater a Desnutrição:

 

Complicações da desnutrição hospitalar

Muitas vezes negligenciada, apesar de afetar desfavoravelmente a saúde da população, a desnutrição apresenta como principais complicações: pior resposta imunológica, atraso no processo de cicatrização, risco elevado de complicações cirúrgicas e infecciosas, maior probabilidade de desenvolvimento de lesões por pressão, aumento no tempo de internação e do risco de mortalidade. Fora isso, acarreta considerável aumento dos custos hospitalares.

Durante a hospitalização, a taxa de desnutrição piora progressivamente, principalmente em idosos e pacientes críticos. Em 1998, o inquérito brasileiro, conhecido como IBRANUTRI, avaliou 4 mil pacientes internados na rede pública hospitalar de vários estados brasileiros, confirmando a prevalência da desnutrição em 48,1% dos pacientes.

Há 20 anos, estes dados foram publicados e o cenário permanece imutável até os dias atuais. Em 2016, outro estudo (com aproximadamente 30 mil pacientes) corroborou a manutenção da alta prevalência de desnutrição em pacientes hospitalizados. A identificação precoce da desnutrição, bem como o manejo, por meio de ferramentas recomendadas, possibilita estabelecer a conduta nutricional mais apropriada e melhora do desfecho nestes pacientes.

IBCC – “Uma simples pergunta ao paciente sobre o peso dele antes da doença ou quanto ele perdeu de peso de forma não intencional já alerta bastante qualquer profissional de saúde de que esse paciente precisa de atenção”, orienta Thais Cardenas, coordenadora de nutrição do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), um dos hospitais que aderiram à campanha.

Segundo a coordenadora, levantamentos da equipe de nutrição revelam que 45% dos pacientes já chegam ao hospital em risco nutricional e 47% deste total já têm algum grau de desnutrição logo no momento na internação. “Por isso, é tão importante o diagnóstico e intervenção nutricional precoces”, avalia.

Vamos ajudar a difundir esta campanha! Todo o seu conteúdo, incluindo vídeo-aulas e materiais de orientação completos sobre cada um dos passos, está disponível gratuitamente no site https://www.braspen.org/video-aulas-diga-nao-a-desnutricao

Nas redes sociais, use as hashtags #eudigonãoàdesnutrição #diaD #junhoverde

 

Referências:

https://www.braspen.org/apresentacao-diga-nao-a-desnutricao

BRASPEN Journal: https://docs.wixstatic.com/ugd/66b28c_6f38e088707f4b6db2391272a333d249.pdf

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