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Autismo: sintomas gastrointestinais e alimentação

 

A crescente epidemia de autismo despertou o interesse da ciência que passou a investigar as causas ambientais da doença, não julgando-a apenas como de causa “idiopática”. Mesmo com a ausência de provas concretas da concordância dos autores sobre este tema, vários estudos relatam a melhora dos sintomas do autismo com dietas especiais. Segundo a nutricionista Laís Murta, crianças autistas possuem níveis significativamente mais elevados de anticorpos IgG para a gliadina, a proteína primária imunotóxica do trigo em comparação com o grupo controle saudável. Isso significa que estas crianças possuem maior reatividade imunológica ao glúten, levando ao aumento da permeabilidade intestinal que, por sua vez está relacionada com diversas alterações inflamatórias.

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores da UC Davis MIND Institute, crianças autistas geralmente apresentam uma série de problemas  gastrointestinais de seis a oito vezes mais do que as crianças que se desenvolvem normalmente. Tais sintomas estão relacionados a problemas comportamentais, incluindo retraimento social, irritabilidade e comportamentos repetitivos.

Sintomas Gastrointestinais Autismo

Avalição, diagnóstico e tratamento de disfunções gastrointestinais em indivíduos com transtornos do espectro autista (TEA)

Sintomas gastrointestinais (GI) e condições associadas são comuns em indivíduos com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Em um estudo envolvendo 36 crianças portadoras de TEA, com uma dieta limitada ou livre, existe a ocorrência mais frequente na deficiência de aminoácidos essenciais, causada pela baixa ingestão de cálcio e vitamina D. Em consequência dessa má nutrição proteica, surgem algumas deficiências nutricionais, como distúrbios de sono e comprometimento do desenvolvimento ósseo. A dificuldade de comunicação de indivíduos portadores de TEA impedem o reconhecimento e diagnóstico de disfunções GI, assim, aos portadores de cuidados e pediatras recomenda-se uma avaliação nutricional minuciosa a fim de detectar problemas de comportamento do sistema gastrointestinal. Aos pacientes com TEA, portanto, torna-se benéfica a integração dos cuidados médicos e comportamentais.

Recomendações Importantes

Pediatras e cuidadores devem estar em constante estado de alerta sobre problemas de nutrição em pacientes com TEA. Recomenda-se uma avaliação por um nutricionista familiar com apoio de nutrição a indivíduos com TEA, se o paciente exibir uma seletividade de ingestão alimentícia ou estiver em uma dieta restrita. As deficiências nutricionais têm sido relatadas em TEA, o que não é surpreendente, porque as preferências alimentares limitadas de muitos indivíduos afetados e/ou supostas dietas terapêuticas podem ser nutricionalmente inadequadas. Uma baixa ingestão dietética de cálcio e vitamina D e deficiência de ferro têm sido atribuídos no comprometimento do desenvolvimento ósseo e distúrbios do sono, respectivamente, em crianças com TEA em dietas livres ou restritas.

Outras recomendações importantes podem ser encontradas neste estudo realizado com o respaldo técnico do Instituto de Pesquisa sobre o Autismo e outras instituições de renome internacional que juntas, colaboraram de forma positiva em busca de novos caminhos que indiquem outras direções para o tratamento comportamental e nutricional de crianças com espectro do autismo.

Fontes de Pesquisa:

Nutricionista Laís Murta – Nutrição Funcional Clínica e Esportiva

Repositório Institucional – Universidade de Brasília

Jornal Plos 

 

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