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Qual é o benefício de uma dieta hidrolisada no momento do desmame parenteral?

Segundo a Portaria no. 272/1998 da ANVISA, a nutrição parenteral é “solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas, estéril e apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas.”Portanto é uma solução ou emulsão preparada em equilíbrio com as demandas de macro e micronutrientes.A nutrição parenteral é a nutrição feita por outra via que não a gastrointestinal. Pode servir como complemento ou substituir a alimentação via normal (via sistema gastrointestinal).

Segundo a nutricionista da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, Liana Melissa Chaves, o suporte nutricional via parenteral é indicado sempre que o paciente está impossibilitado (não deve ou não pode) de usar a via enteral por um tempo predefinido. A NP deve ser empregada quando o paciente necessitar de terapia nutricional e existir contraindicação ao uso da via enteral.

Dependendo da formulação prescrita, a NP pode ser administrada por veia profunda ou por veia periférica, sendo a escolha definida pela duração prevista da NP, estado das veias periféricas, necessidades nutricionais e osmolaridade no final da solução. Pode ser administrada por via central (veias de grande calibre) ou periférica (veias periféricas de membros inferiores). Ela é indicada em casos como: traumas, fístulas enterocutâneas, insuficiência hepática, insuficiência renal aguda, pancreatite aguda e enteropatias inflamatórias.É importante sempre levar em consideração que a NP só pode ser indicada se o paciente possuir estabilidade hemodinâmica, salienta a nutricionista Liana.

Assim que possível o desmame da Nutrição Parenteral, deve ser realizado gradativamente para a alimentação enteral e posteriormente para via oral. É importante que o desmame da NP seja feito em consenso entre a Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN), avaliando a função gastrointestinal e determinando as necessidades nutricionais do paciente. Cada instituição tem o seu próprio protocolo, mas é consenso que o desmame da nutrição parenteral ocorra de maneira progressiva, iniciando com pequenos volumes de nutrição enteral, aumentando o volume da fórmula a cada 24 horas e finalmente quando o paciente já consegue tolerar 50 % de suas necessidades nutricionais pela NE deve-se suspender a NP.

As fórmulas enterais podem ser compostas totalmente por macronutrientes intactos – fórmulas poliméricas – ou podem incluir várias combinações de macronutrientes parcialmente hidrolizados – fórmulas oligoméricas (4). As fórmulas com nutrientes intactos podem ser utilizadas tanto para alimentação gástrica quanto duodenal ou jejunal. As fórmulas poliméricas são preferíveis na maioria dos casos, pois são mais econômicas, satisfazem as necessidades nutricionais dos pacientes e apresentam processo de digestão e absorção semelhantes ao fisiológico, mas na presença de disfunção gastrointestinal, podem ser úteis as fórmulas hidrolisadas. As novas gerações de dieta enteral são superiores às soluções parenterais porque contém glutamina, arginina, óleos de peixe, nucleosídeos e nucleotídeos, que são benéficos pelos seus efeitos fisiológicos na manutenção e crescimento da mucosa gastrointestinal, como o Peptimax. As pessoas recebem dietas hidrolisadas por uma série de razões, estas incluem promover nutrição quando o sistema gastrointestinal está comprometido ou se tem a capacidade de absorver os nutrientes comprometida. As dietas hidrolisadas são úteis nestes casos, pois facilitam a digestão e absorção dos nutrientes.

Fontes da Pesquisa:

2. FAINTUCH,J e cols. -Indicações e respostas da nutrição parenteral em pacientes cirúrgicos com câncer: Rev. Hosp. Clin. Fac. Méd. Univ. São Paulo 36 (5) : 194-7, 1981.

3. KARKOW,F.J e Kuse,M.T. -Nutrição Parenteral prolongada : experiência e valorização do método: Rev.AMRGS 27 (4) : 476-81, 1983.4. FELANPE. Terapia

Nutricional Total. Versão 2.0. Fórmulas enterais. In: FederaçãoLatinoamericana de Nutrição Parenteral e Enteral. TNT 2.0, 2004; Cap 14:265-298.

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