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Inca atualiza Consenso de Nutrição Oncológica Pediátrica

Com o intuito de homogeneizar as condutas nutricionais na assistência a crianças com câncer e evitar a desnutrição destes pacientes, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), acaba de lançar a versão revisada do Consenso Nacional de Nutrição Oncológica. A proposta do documento é padronizar o atendimento nutricional do paciente pediátrico em tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente da unidade hospitalar ou região do país em que ele esteja.

Segundo dados do Inca, estima-se que em 2014 surgiram cerca de 394.450 novos casos de câncer em toda a população brasileira, excluindo-se os tumores de pele não melanoma, sendo que 3% de todos os tumores malignos afetariam crianças e adolescentes com até 19 anos. Ou seja, são aproximadamente 11.840 novos diagnósticos de câncer infantojuvenil apenas neste ano, dos quais de 6% a 50% dos pacientes já apresentam algum grau de desnutrição assim que descobertos. De acordo com o texto do Consenso, a desnutrição tem correlação com o maior número de infecções, menor resposta terapêutica, maior probabilidade de recidivas e menores taxas de sobrevida.

Assim, o material reforça a necessidade da atuação de um nutricionista em ambas as fases do tratamento: tanto a curativa quanto a paliativa. “Deve incluir a avaliação nutricional, o cálculo das necessidades nutricionais do paciente, a instituição da terapia nutricional e o acompanhamento, conforme o protocolo assistencial de cada instituição. A intervenção e o acompanhamento nutricional têm como objetivo promover o crescimento e o desenvolvimento normal da criança, melhorar a resposta imunológica, aumentar a tolerância do paciente ao tratamento e melhorar a sua qualidade de vida” (página 11-12). Ele destaca, ainda, que a assistência nutricional individualizada é importante e deve ser integrada ao tratamento global dos pacientes.

Desse modo, o Consenso traz orientações sobre a forma como a criança ou adolescente deve ser avaliado; quais ferramentas da avaliação nutricional devem ser utilizadas para o melhor diagnóstico; quais as necessidades calóricas, proteicas e de líquidos da criança submetida à cirurgia, quimioterapia, radioterapia; entre outros, além de recomendações sobre a terapia nutricional no acompanhamento do paciente pediátrico após a alta hospitalar.

Lançamento

Esta é a primeira revisão do Consenso desde seu lançamento, em 2009, e foi apresentado no 1º Simpósio de Nutrição que aconteceu durante o XIV Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, realizado em Brasília de 27 a 30 de novembro. Com o compromisso de implementar as decisões expressas no material, as instituições envolvidas pretendem manter as orientações atualizadas a fim de continuar reduzindo as taxas de complicações durante o tratamento.

A íntegra do Consenso Nacional de Nutrição Oncológica pode ser acessada pelo link: http://bit.ly/1BQWzBa

 

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