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Blog Nutrição e Saúde

Terapia nutricional e pacientes renais crônicos

O impacto dos procedimentos de diálise, associado às características específicas da doença como a hiporexia ou a inflamação subclínica, provoca alterações significativas no estado nutricional dos pacientes. A partir da Avaliação Global Subjetiva, contata-se que 50% dos que fazem hemodiálise são diagnosticados com desnutrição. Nesse contexto, a terapia nutricional (TN) é fundamental para controlar as alterações no metabolismo proteico e energético do paciente renal crônico, contribuindo para o aumento da qualidade de vida do doente.

Em geral, as recomendações calóricas para pacientes em HD têm poucas diferenças daquelas para indivíduos saudáveis. Porém, antes de fazer qualquer restrição alimentar é preciso conhecer o que o paciente come e a condição clínica dele. Para Carla Avesani, nutricionista especialista em doença renal crônica, dietas restritivas e pouco palatáveis são a principal causa de manutenção do estado de desnutrição desses pacientes. “Hoje os nutricionistas estão tão aprofundados na parte clínica que acabam esquecendo da parte dietética”, avalia Carla.

A alimentação  via oral ainda  é a dieta mais comum para cuidar das alterações metabólicas nos pacientes renais. No entanto, tendo em vista as mudanças na rotina em função do tratamento dialítico, são necessárias adaptações nutricionais, normalmente feitas com suplementos. “Nos dias de hemodiálise os pacientes ficam muito tempo fora de casa e isso tem impacto em sua dieta, especialmente porque o procedimento é muito catabólico e causa perda de apetite”, explica Carla.

Os suplementos orais são indicados após tentativas de aumentar o consumo alimentar somente com a dieta,  principalmente em casos de desnutrição e ingestão de energia abaixo das necessidades. A TN via sonda é indicada para pacientes hipercatabólicos ou inconscientes. Já a TN parenteral é reservada para casos de disfunção ou impedimento do trato gastrointestinal.

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