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Ansiedade – o mal da preocupação com o futuro

A ansiedade pode ser definida como uma emoção primordial e natural, intimamente ligada aos processos de defesa e essencial para sobrevivência, e está associada à preocupação em relação ao futuro. De acordo com o médico psiquiatra André Tchaika Neto, membro da Sociedade Paranaense de Psiquiatria e Associação de Terapias Cognitivas do Estado do Paraná, a ansiedade poderia ser comparada a uma dor emocional, desencadeada frente às preocupações, desejos, objetivos ou situações percebidas como ameaçadoras ou a serem superadas no futuro. “Assim como outros processos emocionais, podem ser sinalizadores de que alguma coisa não esta bem e precisa ser resolvida. Através de atitudes preventivas de enfrentamento, informação, resolução e desenvolvimento de competências e habilidades, é possível desenvolver autocontrole sobre esses processos e administrá-los“, afirma.

Porém, segundo o médico, há casos em a que ansiedade pode a vir a ser um transtorno, necessitando de intervenções multidisciplinares (tratamento médico, terapêutico e ambiental), principalmente quando já existe um prejuízo nas capacidades laborativas e executivas. “Assim como realizamos cuidados preventivos para uma série de doenças, mesmo sem termos qualquer sinal ou sintoma, deveríamos fazer o mesmo com relação à ansiedade, tomar cuidados com nossas emoções e pensamentos, visto que é  um mal que assola grande parte da população mundial”, opina.

Alimentação – A alimentação pode ser uma aliada ou inimiga da ansiedade, afirma o médico. “Podemos prevenir o desenvolvimento de sintomas e o agravamento de um quadro ansioso. Quando estamos mal alimentados e desnutridos, aumentam-se as respostas ansiosas; quando comemos rápido e de maneira desregrada, estimulamos a impulsividade, prejudicando o desenvolvimento do autocontrole. A alimentação é um comportamento que realizamos todo dia. Então não é difícil imaginar o que uma atitude disfuncional diária pode causar ao longo da vida. Não é só o que comemos, e sim como, quando e de qual forma.”

Além disso, lembra Tchaika, existem alimentos que são naturalmente ansiogênicos, como o café e o álcool. “Qualquer alimento que possa reforçar os sintomas ansiosos ou até estimular estados ansiosos, pode agravar um quadro de ansiedade”, finaliza.

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