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Dia Mundial do Rim

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com alguma disfunção renal. Sem um diagnóstico preciso, muitos dos pacientes vão a óbito sem sequer ter acesso à diálise, o principal tratamento da doença em estágio avançado. No Dia Mundial do Rim, celebrado hoje (14 de março), a SBN reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Com o tema “Pare de agredir seu rim”, a entidade coordena desde cedo atendimentos à população em todo o Brasil, com exames e distribuição de material informativo.

Segundo o médico nefrologista Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da SBN e professor adjunto da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, a doença renal crônica se caracteriza pela perda lenta e progressiva da função renal e se manifesta tardiamente, quando já houve mais de 70% de lesão nos rins. “Os sinais e sintomas são inespecíficos como: mal estar geral, palidez cutânea, aumento das micções, inchaço nos membros inferiores e pressão arterial de difícil controle. Entretanto, a doença renal crônica pode ser facilmente diagnosticada por meio de um exame de urina e da dosagem de creatinina no sangue, podendo ser efetivamente tratada, retardando a progressão da doença e reduzindo o número de mortes”, comenta.

Alerta – Segundo o nefrologista, não se pode continuar vivenciando uma realidade na qual cerca de 75% dos pacientes que iniciam a diálise já estão com os rins gravemente comprometidos. “O papel fundamental neste Dia Mundial do Rim é a orientação da população e a conscientização da classe médica e de nossos gestores sobre a importância da prevenção das doenças renais e do diagnóstico precoce”, resume.

Alimentação – Como a maioria dos casos de problemas renais está ligado a doenças relacionadas a maus hábitos alimentares – como diabetes, obesidade e pressão alta –, a alimentação está diretamente relacionada à saúde dos rins. De acordo com o médico, uma dieta rica em sal, proteína e gordura, principalmente de carnes vermelhas, pode ser agressiva tanto para quem é saudável, como para quem já tem doença renal.

“Os rins são grandes filtros do corpo. Qualquer substância em excesso pode afetá-los a longo prazo. A dieta ideal é aquela pobre em gordura, com pouca carne vermelha, baixo índice de glicose e muitas fibras”, comenta. O médico ainda faz outro alerta: “Em pacientes que têm perda da função renal muito avançada, a dieta tem de ser ainda mais restrita. Frutas e verduras devem ser cozidas para diminuir a quantidade de potássio e em, hipótese alguma, pode-se ingerir carambola, pois ela apresenta substâncias tóxicas para quem já tem os rins comprometidos”.

 

 

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